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| Photo by Logan Adermatt on Unsplash |
Reclamar vira vício. E um vício muito chato, por sinal. Afinal de contas, o que é mais agradável de se ouvir, um colega reclamando de tudo que não dá certo ou alguém sendo grato pelas pequenas coisas que acontecem? É de se pensar... O mais surpreendente nisso é que se prestarmos bastante atenção é muito mais fácil cultivar este hábito que acaba sendo prejudicial. Acaba sendo involuntário, quando a gente vê, já está lamentando por algo que não foi bem sucedido e depois reclamando, insistindo nisso, aí junta com outros problemas e ao final do dia percebe que só teve reclamação.
Reclamar sempre parece ser algo válido porque é sempre mais fácil pensar em soluções para os problemas depois que eles já passaram. As coisas não vão mudar SÓ porque alguém reclama. Os prejuízos não vão ser cobertos SÓ porque eles ainda são lembrados constantemente, enfim, nada melhora, muda ou passa apenas com reclamações.
O problema é que depois que vira hábito, reclamar fica mais popular que bom dia na boca de muitas pessoas. Já vi gente reclamando porque as coisas estavam dando certo - pasmem, mas é verdade - no mínimo é uma ingratidão tremenda com as coisas boas que acontecem, pois as coisas ruins não acontecem toda hora e todos os dias da semana.
Digo tudo isso com propriedade, já que eu me considero uma ex-reclamona - ainda bem que eu já mudei. Deixar de reclamar pode ser simples quando começamos a pensar que outras pessoas, principalmente quem vai ouvir a nossa reclamação, pode estar passando por algo muito pior e a gente lá, desmerecendo tudo o que acontece de bom por uma coisa que às vezes nem é tão ruim assim. O ouvido dos outros não é penico ou algo assim para a gente sair despejando tudo de ruim. É sempre mais admirável valorizar o que é bom do que evidenciar as coisas ruins.

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