Navegar e mergulhar

Photo by Michael Baird on Unsplash
Ultimamente eu tenho escutado muito que nós não nos aprofundamos em nada. Recebemos informações superficiais e nos contentamos com apenas isso. Então pensei nos relacionamentos de amizade e mesmo os amorosos e também vi que essa mesma superficialidade da Internet e principalmente das redes sociais é muito mais presente na nossa vida do que podemos imaginar.
Por exemplo, de quanto tempo é preciso para conhecer alguém? Antes, era necessário conversar com a pessoa, passar um tempo com ela, ouvir referências e o que os outros diziam sobre ela. Mas hoje o processo é muito rápido, praticamente instantâneo. Ao acessar a página do Facebook de alguém, já é possível ter uma boa noção do que o outro gosta, os lugares que frequenta, gostos musicais, filmes, rede de amigos, fotos e a partir disso nós já sentimos como se conhecêssemos o outro. Não estou querendo apenas criticar, este é um comportamento que nós temos e muitas vezes nem nos damos conta do quão superficial isso é e que podemos até perder a chance de conhecer alguém a fundo por simplesmente fazer uma ideia baseada em posts, fotos ou seja lá o que for.
Mas atualmente nós nos interessamos por aquilo que não está à nossa frente com a maior facilidade? Ou diante dos nossos olhos? Ficou mais fácil conhecer gente nova, mas muito mais rápido terminar qualquer tipo de relacionamento (alguns terminam antes mesmo de começar). Acho que boa parte do problema é que está sendo perdida a magia de conhecer e descobrir alguém. Com isso, não quero dizer que conhecer pessoas através das redes sociais seja algo extremamente ruim, não. Apenas que é possível conciliar todas as facilidades de conhecer alguém com um interesse mais profundo em realmente mergulhar e não apenas navegar pela superfície e aceitar as informações básicas do perfil do outro.

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