Resolução de problemas e prioridades

 Acredito que os problemas começam a tomar forma nas nossas vidas a partir da adolescência, quando nós começamos a ter algum entendimento sobre a nossa casa, a vida, as pessoas e nós mesmos. Não que antes eles não existam, ao contrário. Por exemplo, quando uma criança vive em um ambiente problemático, aquilo até então não tem um significado, porque ela não entende o que acontece, mas quando cresce mais um pouco ela passa a perceber que vive dentro de um problema.
 Problemas e prioridades são coisas presentes na vida de todos, mas, em alguns casos, fica difícil definir o que é prioridade, qual é o problema mais sério, o que pode ser deixado para depois e o que precisa ser resolvido com urgência. Como eu disse, as coisas começam a se complicar a partir da adolescência, mas é depois dos dezoito anos – pelo menos para a maioria das pessoas – que a gente se vê realmente obrigado a encontrar soluções.
 Soluções que sejam práticas, que não gastem muito tempo, que envolva o mínimo possível de dinheiro, que quanto menos pessoas souberem e participarem disso, melhor. Sem contar que quando isso acontece, na maioria das vezes, você precisa decidir sob pressão.
 Para não deixar problemas sem resolver ou questões mal resolvidas para trás, é melhor sempre começar pelo menor e mais simples problema, a quantidade diminuirá visivelmente e será mais fácil e rápido mudar o foco e concentração para o próximo item. Com problemas mais difíceis e maiores é quase a mesma lógica, com a diferença que se você dividir o problema em quantas partes for preciso até que ele pareça fácil, as coisas caminharão com maior fluidez e de no
vo será usada a técnica do mais fácil para o mais difícil.
 Quando o assunto é prioridades, todos nós precisamos estabelecer as nossas e deixa-las em equilíbrio com os nossos problemas – isso evita a formação de novos problemas sem necessidade. É preciso que fique claro o que é mais importante para você, isso parece fácil, mas é algo que envolve exclusivamente você, portanto, o estilo de vida de outras pessoas não terá sentido nas suas escolhas e sobre o que é ou não relevante para a sua vida.

 No post de hoje, eu tentei trazer de forma clara e resumida um aprendizado que tive neste primeiro semestre do ano. Foi importante para mim, chegar a estas conclusões, mas eu não poderia pensar nelas sem antes ter enfrentado situações que me obrigaram a parar e refletir sobre isso. É como diz um professor que me deu aula este semestre: “Você só aprende a resolver problemas resolvendo-os”. 

Comentários