As pessoas e a insensibilidade

 O post de hoje vai ser mais uma reflexão sobre algo que venho observando há um bom tempo na sociedade e também tem se tornado um grande incomodo à medida que eu vejo as pessoas agindo dessa maneira, então não pude deixar de trazer o assunto para o blog e compartilhar o meu ponto de vista. Boa leitura.

 A hipocrisia é algo que realmente contamina e o discurso de ser, de fato, uma pessoa boa, aparentemente, está muito limitado somente a parecer ser uma pessoa boa. Mais de uma vez ouvi gente falando que era bom porque gostava de praticar o bem, que era religioso, temente a Deus, dava o dízimo na igreja e que não fazia o mal a ninguém, portanto, merecia bênçãos e uma vida confortável. Mas quando o assunto é escutar, apoiar, se colocar no lugar do outro, ser razoável, o discurso do bom não cabe mais nesse tipo de situação.

 A insensibilidade é tão comum e tão frequente que os absurdos saem naturalmente sem a menor noção de magoar alguém e não existe a preocupação em entender realmente o que acontece com as pessoas ao redor. Depois de começar a reparar mais sobre isso, eu também tento mudar e ficar cada vez mais maleável com as situações e com quem eu convivo durante o dia a dia. Acredito que ser insensível está totalmente ligado ao egoísmo e isso só afasta quem age assim de um produtivo convívio social, afinal de contas, alguém consciente dificilmente vai querer ter alguma relação com gente egoísta e insensível.

 É muito mais complicado do que parece. Certa vez, estive conversando com uma gente que eu realmente fiquei incomodada e isso certamente já deve ter acontecido com você que está lendo o post. Eu estava contando sobre as minhas dificuldades e problemas de família (coisa que todos têm, é verdade, mas cada caso é um caso) para umas colegas, mas logo fiquei sem ter o que dizer, ou melhor, sem vontade de falar qualquer outra coisa, a insensibilidade vinha mascarada de um discurso politicamente correto onde uma delas dizia “não é bom falar mal das pessoas desse jeito”.  A dúvida que me ficou foi: será que elas não sabiam a diferença entre falar mal e desabafar? Ou será que o egoísmo ao tentar entender as tristezas dos outros deixa as pessoas tão cegas ao ponto de querer parecer ser superior em bondade? São perguntas que, para mim, até agora não têm resposta.

 Na reflexão de hoje, eu tentei falar sobre uma questão que me incomoda e tenho certeza que, depois da leitura, muita gente também vai se lembrar de algumas situações parecidas. E a proposta é justamente esta, mas, além disso, é importante observar os exemplos ruins para não fazer igual. O mundo já está cheio de gente egoísta e insensível, portanto, faça a diferença.

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