Uma tentativa de entender o que chamamos de inveja.

 A inveja é pauta de muitas conversas entre amigos e familiares nos mais diversos ambientes, como trabalho, escola, churrasco, almoço, enfim, não precisa de hora nem lugar para discutir sobre algo tão presente na vida de todo mundo ou comentar sobre aquele fulano invejoso que está sempre pronto para atrapalhar ou atrasar a vida de alguém.

 No meu ponto de vista, a inveja é um sentimento resultado de todas as coisas ruins dentro de alguém. Existe uma lenda indígena que diz que dentro de nós existem dois lobos; um mau e um bom, e somos nós quem escolhemos qual lobo vai prevalece quando decidimos qual lobo vamos alimentar. A inveja é o se manifesta quando alimentamos o lobo mau. É certo de que com isso, quem escolhe o lado ruim não ganha nada, mas a inveja, além de muitas outras coisas é certeira em cegar as pessoas, por isso é tão comum as pessoas cometerem erros grotescos e ainda acreditarem que estão no caminho certo.

 Uma pessoa invejosa perde o senso e, consequentemente, a capacidade de discernir entre o certo e o errado, o aceitável e o ridículo. É fato que o invejoso prejudica muita gente em muitos aspectos, mas é obvio que o maior prejudicado sempre vai ser ele mesmo, porque o invejoso nunca está satisfeito, quer dizer, ele nunca é o suficiente, nunca é bom o bastante. Isso me leva a pensar que a frustração pessoal também provoca a inveja, mas sempre com um que a mais, quer dizer, alguém mais centrado, quando chega perto da frustração sempre procura evoluir, melhorar aonde tem falhado e mesmo não alcançando um primeiro lugar – talvez – fica satisfeito pela melhora e pela tentativa.

 Para simplificar um sentimento tão longe da lucidez, eu traduziria a inveja como sendo o medo que outra pessoa faça sucesso e chegue aonde o invejoso sabe que jamais poderia ir não por falta de capacidade, em alguns casos, mas somente porque ele está dedicando todo o tempo, que deveria ir para a sua própria vida, o seu próprio crescimento pessoal com outra pessoa que muitas vezes nem se importa com ele.

 Por fim, não me restam maiores conclusões sobre a inveja, além do fato de que sempre existiu, ainda existe e vai continuar existindo.

Caso você queira conversar sobre a vida, me mandar sugestões dar a sua opinião mais aprofundada sobre o post, este é o meu e-mail anasoares334@gmail.com e você pode me escrever que com certeza eu vou ficar muito feliz em te responder.
Foto: unsplash.com

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