Término de relacionamento

  Antes de qualquer coisa, eu quero me desculpar pela demora, eu realmente não consegui escrever e postar antes, mas vamos lá.
Convidei a minha amiga Ana Damaceno para escrever, junto comigo, mais um post. Pode – ou não – ser lido como uma continuação de Começo de Namoro. Boa leitura!
 É evidente, tudo o que começa, um dia acaba, mas seguindo o meu instinto de observar a tudo e a todos, não pude deixar de notar o quanto as pessoas dramatizam os términos, em especial, de relacionamentos. Não quero dizer com isso que as separações não são dolorosas, e nem poderia, levando em consideração uma quebra de rotina – depois do término, um casal não vai fazer quase ou nada juntos. Os motivos para um término são muitos, mas na maioria das vezes, mesmo depois de tomada a decisão, é provável – e até normal – ainda existir algum sentimento, pelo menos por um dos dois.

 Acho que eu definiria toda essa primeira parte do término como um grande alívio, porque é assim que a gente se sente. Com o tempo vem o vazio, com o vazio, uma saudade enorme, mas o problema da saudade é que a gente sempre se lembra da parte boa do relacionamento, nós sempre pensamos em como um casal tão feliz conseguiu chegar ao término e simplesmente ignoramos todas as brigas, discussões e a raiva.
 Percebo, em muitos casos, uma extrema necessidade das pessoas em querer provar o quanto são e estão felizes mesmo, ou principalmente, depois do rompimento. É um tanto óbvio o exagero delas, parece que existe uma relação entre quem saiu de um relacionamento e a sociedade. Você provavelmente já ouviu ou falou alguma dessas frases: “Mas você foi traído (a)?”, “vocês formavam um casal tão bonito, não pensam mesmo em voltar?”, “eu vi seu (sua) ex na balada ele (ela) parece estar muito bem” e por aí vai... Na maioria das vezes, o outro nem está tão alegre quanto aparenta, mas quer mostrar a falsa felicidade.
 Às vezes as coisas ficam automáticas, depois de terminar,  você lembra de mandar um bom dia, mas durante a tarde nem pensa naquela pessoa e percebe que os defeitos, antes vistos como “qualidades bonitas” são, na verdade, extremamente insuportáveis e o quanto vocês são diferentes e não teria mesmo como dar certo.
 Mesmo não existindo um sentimento realmente forte, acho difícil crer em alguém realmente feliz depois de terminar – com algumas exceções, é claro. Por outro lado, acho mais plausível e bem mais simples quando os dois admitem estarem tristes e precisarem do seu próprio tempo, sem pressão de amigos, ou até mesmo de familiares. É sempre válido lembrar que em qualquer lugar existe gente querendo magoar, ofender, diminuir, humilhar, só pelo simples prazer em ver alguém sofre e nessa situação não vai ser diferente. Cabe aqui, para encerrar, um conselho de um professor que eu tive: “é só controlar as emoções e não se deixar influenciar”.

Caso você queira conversar sobre a vida, me mandar sugestões dar a sua opinião mais aprofundada sobre o post, este é o meu e-mail anasoares334@gmail.com e você pode me escrever que com certeza eu vou ficar muito feliz em te responder.
 Foto: unsplash.com


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